O grupo, logo ao terminar a aventura com a Queen of Pleasure que o nobre buscava, fica intrigado. Ao chegarem em casa, porém, descobrem algo mais desconcertante. Nas roupas de Halgar encontram um pedido de ajuda, desta vez mais legível, enrolado numa pedra. Ao examinarem a pedra descobrem fazer ela parte daquela pedra usada pelo nobre para localizar a mulher. Tudo indicava que a mulher estava pedindo ajuda aos aventureiros (já que tudo parecia muito estranho, agora que tinham terminado o trabalho). Cansados, entretanto, resolveram deixar a questão para a noite seguinte, e quem pôde dormiu (Philis foi para o templo).
Na noite seguinte os 3, depois do turno de trabalho de Ico no Jade Dancer, encontraram-se na praça em frente e decidiram visitar 4 possíveis locais no Dock Ward em encontrar a mulher pedindo ajuda. Começariam pelos dois locais mais movimentados, aqueles de certa forma mais improváveis de encontrar, mas que eram mais tranqüilos, o que resultou em descoberta nenhuma. Passaram então para o terceiro, festhall em local mais perigoso, ainda assim com algum movimento na porta. A não ser por uma vendedora de flores, de quem Ico comprou 2 rosas, uma que deu a Philis (que o rechaçou, para não perder o costume) e outra que guardou para a mulher a ser resgatada. O quarto local também não trouxe novidade alguma, e, como já era tarde, resolveram seguir para casa e dormir o resto de noite que possuíam.
Infelizmente a noite não acabou como esperavam. Logo que começaram a sonhar perceberam algo estranho. Os 3 estavam dividindo o mesmo sonho, e sabiam que estavam sonhando. Tentaram se acordar, sem nenhum efeito, e acabaram por realizar estarem presos num sonho coletivo bizarro. Sem muito o que fazer, abriram a porta do cômodo em que estavam, entrando numa imagem de paraíso.
Fechada a porta, não havia pra onde voltarem. Perceberam um riacho, montanhas, árvores e bosques e decidiram descer o riacho. Desceram por 1 dia inteiro, sempre encontrando frutas que comerem no caminho. Suas roupas tornaram-se apenas mantos de algodão, mas muito confortáveis. Tudo no local indicava que não precisavam mais do que aquilo que carregavam, embora uma sensação de estranheza ao local permanecesse.
Desceram mais outro dia, com o riacho tornando-se um rio. Encontraram, desta monta, outros 3 aventureiros que decidiram fazer o contrário do que eles estavam fazendo, mas que tinham vindo parar ali de forma semelhante. Os 2 grupos se detiveram um pouco, procurando cada qual convencer o outro de seu ponto para seguir numa determinada direção... Por fim, não chegando a qualquer consenso, cada qual seguiu seu caminho.
Outros dois dias se passaram, com os aventureiros passando a escutar um barulho alto de água corrente. O barulho tornou-se ensurdecedor, enquanto o pequeno riacho se tornava um monstro de mais de 2 km de largura. Quando estavam começando a se cansar de continuar, deparam-se com o inimaginável: Tudo acabou num horizonte prateado onde o rio escoava para o vazio, num grande abismo.
Discutindo sobre as possíveis alternativas naquele momento, decidiram por descer a encosta, encontrando um caminho através da parede do abismo. Facilmente Halgar encontrou uma trilha segura para os 3, e mais surpreendente, chegaram a um caminho, com guarda-corpo, inclusive. Seguindo o caminho, em umas 2 horas os aventureiros chegaram a uma pesada porta de ferro.
Depois de baterem, abriu-a um garoto, de não mais que 10 anos. Ele não falou nada, e demorou até que permitisse que os aventureiros entrassem, o que só foi possível com as palavras de Philis (aparentemente, como se verá, mais à frente). Dentro, o garoto apontou um caminho por onde seguiram. A caverna começou como natural, mas logo foi ganhando aspectos de rocha escavada.
O túnel acabou em uma grande caverna, esculpida, com grandes colunas sustentando seu imenso pé-direito. Uma cidade inteira se abrigava neste local, com diversas pessoas vestidas da mesma forma que os aventureiros. Logo perceberam que não falavam sua língua, e que passavam muito tempo olhando para Ico.
Perceberam também que existiam cores diferentes para as roupas das pessoas. Decidiram procurar um templo, imaginando que qualquer cidade teria um local de adoração que pudesse ser reconhecido. Depois de uma meia hora nesta procura, encontraram uma edificação escavada na pedra com grandes colunas, imitando em parte as colunas que sustentavam a própria caverna da cidade. Dentro, as pessoas usavam mantos verdes, o que denotava outra posição dentro da sociedade. Ali entraram, deixando Ico do lado de fora.
Tentaram se comunicar, sem muito sucesso, mas descobriram que todos se davam o nome de Auglar, e depois de demonstrarem um painel em baixo relevo com a história do local, gritaram Semper Auglar. A despeito disso, os 2 que entraram foram levados através da cidade, com Ico em seu encalço, até a casa de alguém que parecia ser o gigante que viram no baixo relevo.
Introduzidos à casa do gigante (um homem com seus 2,10m) foram convidados por ele a se sentarem à beira de um poço, com os pés imersos em sua água. Ao fazerem isso, e depois de serem tocados no ombro pelo gigante, passaram a compreendê-lo. Descobriram que todas as pessoas que estavam ali estavam ligadas a outros lugares, que alguns já haviam nascido e crescido ali, mas seus pais tinham vindo de terras distantes da mesma forma que todas as pessoas. Descobriram que serpentes astrais vagavam no campo aberto acima, alimentando-se de quem quer que encontrassem. Descobriram que a água era responsável por todos se compreenderem, mesmo vindo de lugares distantes e que o contato com ela ajudou na criação de uma língua falada ali. Igualmente, que o gigante do baixo relevo era aquele à sua frente, o herói que encontrou o caminho para as cavernas e que salvou muita gente de ser devorada pelas serpentes astrais.
A cidade já estava ali, como que pronta para sua chegada, e, mais estranho: cada pessoa ou grupo de pessoas que chegava ali encontrava sua casa pronta em um dos lados da caverna. Uma casa com água corrente e pronta para receber com certo conforto os novos moradores.
Confusos com todas as informações o grupo decidiu não continuar a conversa, preferindo o descanso na casa que lhe estava reservada. Foram então direcionados, deixando para o dia seguinte discutir sobre o caminho que tomar.
